Em resumo: Fios de sustentação é o nome geral dos fios absorvíveis com garras ou cones, usados para reposicionar levemente tecidos com flacidez; o PDO (polidioxanona) é um dos materiais desses fios e também existe em versões lisas, que servem mais para estimular colágeno do que para tracionar. A indicação depende do grau de flacidez, da espessura da pele e da avaliação médica individual.
Muita gente chega ao consultório perguntando se deve fazer fios de sustentação ou fios de PDO, como se fossem opções concorrentes. Na verdade, os termos se sobrepõem: um descreve a função do fio e o outro, o material de que ele é feito. Entender essa diferença evita expectativas erradas e ajuda a escolher o procedimento certo para cada tipo de flacidez.
Fios de sustentação e fios de PDO não são a mesma coisa
Os fios usados na dermatologia estética são fios absorvíveis, introduzidos sob a pele com agulhas ou cânulas finas. A forma de classificá-los é dupla:
- Pela função: fios lisos ou de bioestimulação, que estimulam colágeno, e fios de sustentação (também chamados de tração), que têm garras, espículas ou cones capazes de ancorar e reposicionar os tecidos.
- Pelo material: polidioxanona (PDO), ácido poli-L-láctico e policaprolactona são os mais conhecidos. Eles diferem principalmente no tempo de absorção pelo organismo.
Assim, um fio de PDO pode ser liso, sem efeito de tração, ou espiculado, funcionando como fio de sustentação. Quando alguém procura fios de PDO em BH, a pergunta que realmente importa é qual tipo de fio, em qual área e com qual objetivo.
Como os fios agem na pele
Fios lisos e espiralados
São fios finos, sem garras, inseridos em grande número em uma malha sob a pele. Eles não levantam os tecidos. O efeito vem da reação do organismo ao material, que estimula a formação de colágeno ao redor do trajeto do fio. O resultado é uma melhora gradual da firmeza e da textura, útil em áreas como pescoço, região abaixo dos olhos (com cautela) e bochechas com flacidez leve.
Fios espiculados ou com cones
Têm pequenas garras ou cones ao longo do comprimento. Depois de posicionados, essas estruturas se prendem ao tecido e permitem um reposicionamento discreto, por exemplo da região malar ou da linha da mandíbula. Além da tração mecânica, também estimulam colágeno durante o processo de absorção.
Esse reposicionamento é sutil. Os fios não removem excesso de pele nem substituem um lifting cirúrgico, e parte do efeito imediato se acomoda nas primeiras semanas, conforme o inchaço diminui.
Tabela comparativa
| Critério | Fios lisos de PDO | Fios de sustentação (espiculados) |
|---|---|---|
| Objetivo principal | Bioestimulação e melhora de textura | Reposicionamento leve dos tecidos e bioestimulação |
| Estrutura | Lisos ou espiralados, sem garras | Com espículas, garras ou cones |
| Materiais possíveis | PDO | PDO, ácido poli-L-láctico ou policaprolactona |
| Efeito de tração | Não há | Discreto, perceptível após a aplicação |
| Perfil de flacidez | Leve, com pele de boa qualidade | Leve a moderada, sem excesso de pele |
| Recuperação | Em geral mais rápida, com pequenos hematomas | Inchaço e sensibilidade por mais dias, com restrições de movimento |
| Riscos específicos | Hematomas, pequenos nódulos, extrusão rara | Assimetria, ondulações, dor ao mastigar, extrusão e deslocamento do fio |
Para quem os fios são indicados
Os candidatos mais adequados costumam ter flacidez leve a moderada, pele com espessura razoável e expectativa de melhora discreta e natural. Áreas tratadas com frequência:
- região malar e terço médio do rosto;
- linha da mandíbula e contorno facial;
- pescoço, em geral com fios lisos;
- cauda da sobrancelha, em casos selecionados;
- algumas áreas do corpo, como braços e abdome, com fios de bioestimulação.
Por outro lado, os fios costumam não ser a opção mais indicada quando há flacidez acentuada, com sobra de pele, quando a pele é muito fina e marcaria o trajeto dos fios, ou quando o rosto é pesado, com muito tecido gorduroso, o que dificulta a sustentação.
Fios ou outras tecnologias
Nem toda flacidez precisa de fios. Em muitos casos, tecnologias não invasivas que estimulam colágeno em camadas mais profundas, como o ultrassom microfocado, ou bioestimuladores injetáveis podem ser mais adequados. Também é comum combinar estratégias: por exemplo, tratar a qualidade da pele com bioestimulação e usar fios espiculados para reposicionar pontos específicos. Para uma visão geral das opções, veja o conteúdo sobre tratamento de flacidez no rosto.
Como é o procedimento
- Avaliação e marcação: o médico analisa a flacidez com o paciente sentado e marca os pontos de entrada e o trajeto dos fios.
- Assepsia e anestesia local: a pele é higienizada e anestesiada nos pontos de entrada e, em alguns casos, ao longo do trajeto.
- Inserção dos fios: os fios são introduzidos com agulhas ou cânulas na camada correta. Nos espiculados, o tecido é posicionado antes de fixar o fio.
- Acabamento: as pontas excedentes são cortadas e a área é avaliada quanto à simetria.
O procedimento é feito em consultório, e o paciente costuma ir para casa no mesmo dia. A duração depende da quantidade de fios e das áreas tratadas.
Antes da sessão, é comum o médico orientar a suspensão temporária de medicamentos e suplementos que aumentam o sangramento, sempre com liberação de quem os prescreveu, e pedir que o paciente chegue sem maquiagem. Uma foto padronizada antes do procedimento também ajuda a avaliar a evolução nas consultas de retorno, com a mesma luz e o mesmo ângulo.
Recuperação e cuidados
Inchaço, pequenos hematomas, sensibilidade e repuxamento leve são esperados nos primeiros dias. Com fios espiculados, alguns cuidados ajudam a evitar que os fios se desloquem:
- evitar abrir muito a boca e mastigar alimentos muito duros nos primeiros dias;
- dormir de barriga para cima, com a cabeça um pouco elevada;
- não massagear o rosto nem fazer drenagem sem orientação;
- adiar tratamentos odontológicos e atividade física intensa pelo período indicado;
- evitar sauna, calor excessivo e exposição solar intensa;
- usar protetor solar FPS 30 ou mais diariamente.
Os fios são absorvidos gradualmente pelo organismo. O tempo varia conforme o material: os de PDO tendem a ser absorvidos em alguns meses, enquanto ácido poli-L-láctico e policaprolactona permanecem por mais tempo. O colágeno formado em torno deles pode manter parte do efeito depois da absorção, com duração variável entre as pessoas.
Contraindicações e riscos
A indicação depende sempre de avaliação médica individual. Em geral, o procedimento é evitado ou adiado em casos de:
- gestação e amamentação;
- infecção ativa ou inflamação na área;
- doenças autoimunes em atividade;
- distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes sem liberação médica;
- tendência a queloide;
- preenchimento permanente na região;
- expectativa de resultado semelhante ao de uma cirurgia.
Os riscos incluem hematomas, assimetria, ondulações ou depressões na pele, fio palpável ou visível, extrusão (quando a ponta do fio aparece na pele), infecção e dor ao mastigar ou falar nos primeiros dias. Lesões de nervos ou glândulas são raras e estão relacionadas a planos de aplicação inadequados. A maioria das intercorrências tem tratamento, mas exige acompanhamento próximo de quem fez o procedimento.
Quando procurar avaliação em BH
Se você percebe o contorno do rosto menos definido, as bochechas mais baixas ou o pescoço menos firme, uma consulta ajuda a entender se os fios fazem sentido ou se outra abordagem é mais adequada. A avaliação considera grau de flacidez, espessura da pele, histórico de saúde, procedimentos anteriores e o que você espera do tratamento.
Na clínica da Dra. Kenya Gandra, no Belvedere, em Belo Horizonte, a equipe avalia cada caso individualmente e explica com clareza o que os fios podem e o que não podem fazer. Agende sua avaliação.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre fio de PDO e fio de sustentação?
Fio de sustentação descreve a função: fios com garras ou cones que reposicionam levemente os tecidos. PDO, ou polidioxanona, é um material. Um fio de PDO pode ser liso, servindo apenas para estimular colágeno, ou espiculado, funcionando como fio de sustentação. Existem ainda fios de sustentação feitos de ácido poli-L-láctico ou policaprolactona.
Quanto tempo duram os fios de sustentação?
Os fios são absorvidos aos poucos pelo organismo. Os de PDO tendem a ser absorvidos em alguns meses, e os de ácido poli-L-láctico ou policaprolactona permanecem por mais tempo. O colágeno formado ao redor deles pode prolongar parte do efeito, mas a duração varia conforme idade, qualidade da pele, hábitos e grau de flacidez de cada pessoa.
Fios de PDO substituem o lifting cirúrgico?
Não. Os fios promovem um reposicionamento discreto e estimulam colágeno, mas não removem excesso de pele nem reposicionam estruturas profundas como a cirurgia. Eles são mais indicados para flacidez leve a moderada. Quando há sobra de pele importante, uma avaliação honesta deve mostrar esse limite e discutir alternativas, incluindo a opinião de um cirurgião plástico.
Colocar fios de sustentação dói?
O procedimento é feito com anestesia local, o que reduz bastante o desconforto. Pode haver sensação de pressão e repuxamento durante a inserção. Nos dias seguintes, é comum sentir sensibilidade, inchaço e leve dor ao abrir a boca ou mastigar, principalmente com fios espiculados. Analgésicos simples costumam ser suficientes, conforme orientação médica.
Quais os riscos dos fios de PDO?
Os mais comuns são inchaço, hematomas e sensibilidade temporária. Também podem ocorrer assimetria, ondulações na pele, fio palpável ou visível, extrusão da ponta do fio e infecção. Lesões de nervos são raras. A escolha correta do paciente, da técnica e do plano de aplicação, além do acompanhamento após o procedimento, reduz esses riscos.
Conteúdo informativo revisado pela equipe médica da clínica da Dra. Kenya Gandra (CRM-MG 54442), em Belo Horizonte. Não substitui a consulta: a indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual. Atualizado em 16/10/2026.
